
I
É nos teus lábios
Que encontro o meu porto de abrigo.
De um mel inebriante,
Como um naufrago que chegou à praia…
É entre os teus braços
que me sinto mais mulher…
Como se tivesse nascido de novo
E só agora aprendesse os primeiros passos…
E caminho,
A medo… tremendo,
E encostada no teu peito
Tudo faz novamente sentido
Como se amar-te
Fosse apenas
Sinónimo de Viver…
II
É nos teus olhos que me perco,
E quanto mais te abraço,
Sedenta do sabor de ti…
Mais te desejo…
E descubro em mim
Fogo e lava
Em forma de sangue…
És tu, amor…
Só tu, amor…
Brilho da lua,
Que acende a noite…
E o rasto do teu perfume,
É rastilho que se acende em mim…
E torno-me vulcão incandescente…
Na tua voz,
Bebo um mar de imensidão…
Misturo as palavras
E parto no vento
Para te segredar baixinho
Palavras de amor que calo,
Que escondo tímida…
Num medo que todos percebam
Essa avalanche de mel
Que é esta vontade
De saber-te em mim…
E confessar-te, a medo…
Quero-te… tanto e tanto!
Helena Peixoto

muito bonito, adorei. parabéns e boa semana
ResponderEliminarOlá Helena,
ResponderEliminarUm bonito poema de amor e vida, como é seu dom e a que já nos habitou.
Parabéns.
Beijinhos
Branca
Fabulosas, estas linhas poéticas...
ResponderEliminarBeijos.
Voltei para deixar um abraço.
ResponderEliminarEspero que esteja tudo bem por aí.
Beijos
Branca