Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Para ti, Amor…



I

É nos teus lábios
Que encontro o meu porto de abrigo.
De um mel inebriante,
Como um naufrago que chegou à praia…

É entre os teus braços
que me sinto mais mulher…
Como se tivesse nascido de novo
E só agora aprendesse os primeiros passos…

E caminho,
A medo… tremendo,
E encostada no teu peito
Tudo faz novamente sentido
Como se amar-te
Fosse apenas
Sinónimo de Viver…







II

É nos teus olhos que me perco,
E quanto mais te abraço,
Sedenta do sabor de ti…
Mais te desejo…
E descubro em mim
Fogo e lava
Em forma de sangue…
És tu, amor…
Só tu, amor…
Brilho da lua,
Que acende a noite…
E o rasto do teu perfume,
É rastilho que se acende em mim…
E torno-me vulcão incandescente…
Na tua voz,
Bebo um mar de imensidão…
Misturo as palavras
E parto no vento
Para te segredar baixinho
Palavras de amor que calo,
Que escondo tímida…
Num medo que todos percebam
Essa avalanche de mel
Que é esta vontade
De saber-te em mim…
E confessar-te, a medo…
Quero-te… tanto e tanto!


Helena Peixoto

4 comentários:

  1. Olá Helena,

    Um bonito poema de amor e vida, como é seu dom e a que já nos habitou.

    Parabéns.

    Beijinhos
    Branca

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  2. Fabulosas, estas linhas poéticas...
    Beijos.

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  3. Voltei para deixar um abraço.
    Espero que esteja tudo bem por aí.

    Beijos
    Branca

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